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Parabéns, mulher!

Chegamos a mais um “Dia Internacional da Mulher” e junto com os bombons e felicitações, deve vir também uma boa dose de senso crítico e reflexão.

Sempre que essa data chega, vem acompanhada por frases do tipo “Hoje estamos no mercado de trabalho, temos muito que comemorar” ou “Viva, a mulher conquistou seu espaço em um mercado até então dominado pelos homens”. Mas a verdade é que sempre estivemos nesse mercado. A mulher sempre foi uma guerreira, grande força de mão de obra e com duplas, triplas jornadas de trabalho. Não é difícil lembrar que nossas avós eram camponesas, professoras, costureiras e ainda cuidavam de casa, do marido e de filhos – que geralmente não eram poucos.

De fato, muita coisa mudou e nos libertamos de muitas amarras ao longo de tanta história. No Brasil, tivemos avanços e retrocessos. A aprovação da lei do feminicídio, sem dúvida, nos coloca passos à frente. Mas ainda estamos em número bem menor quando o assunto é posições de liderança e conselhos administrativos nas empresas. Em resumo: estudamos mais e ainda ganhamos menos.

Porém, hoje nós, mulheres, nunca fomos tão livres, nunca tivemos tantas escolhas em nossas mãos: você pode escolher se casar ou não se casar, ser mãe ou não ser mãe, trocar de carreira a qualquer momento, trocar de casamento, grupos sociais, pode optar por quase tudo.

Mas, por que com tantas alternativas, tantos desenhos que a vida pode traçar, ainda não estamos felizes?

É claro que hoje temos mais chances de fazer acontecer, de sermos protagonistas ou coadjuvantes de nossas próprias vidas, mas ainda assim vemos mulheres reclamando, se sentindo muito cobradas e até infelizes com sua essência feminina. Várias mulheres ainda estão presas a inúmeros tipos de submissões – inclusive delas mesmas. Se antes eram submissas ao pai e marido, hoje são submissas a seu corpo, que deve estar tonificado, bronzeado e magro. É a busca incessante pela perfeição da imagem. Como já disse brilhantemente a feminista Naomi Wolf, “A fixação sobre a magreza feminina não é expressão de beleza da mulher, mas de obediência feminina”. Esse é nosso retrato hoje, mulheres aprisionadas por elas mesmas.

Vivemos dores, lutas, conquistas e muitas vitórias, mas ainda somos passivas quando o assunto é exposto no dia-dia. Ainda temos medo de dar nossa opinião, considerada “feminista” demais. Ainda nos calamos com a mídia que reforça a mulher objeto. Ainda temos dificuldades de dividir tarefas do lar e adotamos papel “mãezona” como algo favorável. Ainda fazemos nossas filhas nos ajudarem com a louça, enquanto o filho apenas leva seu prato na pia.

Essa é a vida de muitas mulheres por todo o mundo, e que nos faz pensar o quanto ainda temos para caminhar pela igualdade de gênero, com lares mais compartilhados, homens e mulheres parceiros em casa, na educação dos filhos, igualitárias com tarefas divididas, visões menos maniqueístas de Homem X Mulher (ideia danosa e que não nos leva a lugar nenhum) e mulheres mais conscientes de seu real valor, e não imagem.

A boa notícia é que existem mais mulheres nessa corrente. Mulheres que são vozes e que influenciam tem se engajado cada vez mais por essa causa, com movimentos de abrangência mundial como #AskHeMore , #HeForShe e tantos outros. Esse é o universo que queremos, com mulheres que não se calam, que estão em busca de sua felicidade e que sabem que para isso, não precisam deixar de ser mulher.

E se você é ou busca essa mulher real e plena, que orgulho! Bem vinda ao time e feliz dia da mulher!  

*JULIANA ALBANEZ é Personal & Professional Coach, palestrante e jornalista. Especialista em Comportamento, Liderança Feminina, Gestão Pública e Comunicação, Juliana já levou suas palestras, treinamentos e sessões de coaching para milhares de pessoas no Brasil inteiro. Suas apresentações já lhe renderam os mais positivos feedbacks, principalmente de pessoas que deram a volta por cima em suas vidas e carreiras, graças aos seus conceitos e ensinamentos. www.julianaalbanez.com.br

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